Acho a morte um momento muito esquisito. Temos a sensação que vamos viver eternamente aqui e que nunca vamos passar por esta situação. Quando pensamos em uma pessoa, pensamos “Ela está ali, é só ligar”. Temos rancores com momento que aconteceram em nossa vida. Às vezes reclamamos, falamos mal e insultamos as pessoas que amamos. Nos afastamos de algumas. Outras moram longe por ocasião da vida. Não a vemos durante muitos anos. Poucas vezes falamos por telefone, outras nem falamos. Existem pessoas as quais alimentamos dentro de nós um sentimento de revolta e mágoa, lembramos daquele acontecimento de infância que nos magoou e guardamos isso por longos anos. O sentimento contrário ao amor que sentimos por ela que é muito maior ao rancor, mas insistimos. Até que um dia temos a noticia repentina que esta pessoa não se encontra entre nós. Choramos... Neste momento começamos a pensar em tudo de bom que poderíamos ter feito. Lembramos daquele momento de infância como um momento infeliz e impensado. Ela não teve culpa por isso, teve um motivo. Lembramos que poderíamos ter ligado mais vezes, contado piada e rido. Lembramos que no decorrer destes vinte e cinco anos de afastamento poderia ter dirigido nosso carro até ela. Poderia ter visto seu sorriso de perto, poderia ter abraçado e beijado. Poderíamos ter estado mais presente. Lembramos de quantos “natais” poderíamos ter estado juntos e quantos outros momentos felizes ter passado. Lembramos do mal que as causamos e pedimos desculpas. Assim como ela errou, erramos. E você se vê incapaz... sozinho... se perguntando de que vale a pena lembrar disso somente agora. Não dá mais... Neste vida, nunca mais... Perdi a chance de ver meu irmão sorrir nestes vinte e cinco anos...
Limpe seu coração. Se tiver que fazer algo, faça agora. Pregue sempre momentos bons. Aproveite o tempo para fazer isso, o bem. Lembre-se que repentinamente você nunca mais poderá fazê-lo. Ligue agora para essa pessoa e diga o quanto você a ama. Peça perdão e faça o bem enquanto há tempo... Pense nisso...
terça-feira, 25 de março de 2008
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